Mãe e filho são atacados por pitbull da família e salvos por vizinhos em Divinópolis: 'Nascemos de novo'

  • 27/07/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe protege filho e fica ferida durante ataque de pitbull em Divinópolis Uma dona de casa de 38 anos e o filho, de 17, ficaram feridos após serem atacados pelo próprio cachorro da raça pitbull no fim da manhã de domingo (26), no bairro Paraíso, em Divinópolis. O ataque aconteceu no quintal da residência da família. Ao g1, a moradora Vanderleya Aparecida de Paula Batista contou que acredita que a situação só não foi ainda mais grave graças à ajuda dos vizinhos, que agiram após ouvirem os gritos de socorro. O animal morreu durante a ação. "A gente não morreu porque esses vizinhos ajudaram a tirar o cachorro de cima da gente. Foi uma luta sangrenta. Hoje eu só agradeço a Deus porque nós nascemos de novo", disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste no WhatsApp As vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis com ferimentos e escoriações. Ataque aconteceu no quintal da residência À reportagem, Vanderleya contou que o pitbull fazia parte da família havia cerca de três meses. No momento do ataque, apenas ela e dois filhos estavam na residência. O filho mais novo, de 9 anos, dormia dentro de casa. Ataque deixou mãe e filho feridos em Divinópolis Vanderleya Aparecida/Divulgação Segundo a dona de casa, em determinado momento, a corrente que prendia o cão se soltou. Ela tentou recolocá-lo no local onde costumava ficar preso, mas, quando se aproximaram, o cachorro atacou o filho dela. "Entrei na frente para proteger ele, mas o cachorro continuou mordendo meu menino e depois veio para cima de mim. Ele me jogou no chão e me mordia na barriga, no seio e na perna", relatou. Vanderleya sofreu diversas mordidas e levou um ponto em uma das pernas. O filho também foi mordido várias vezes. A mulher contou que os pedidos de socorro mobilizaram vizinhos e pessoas que passavam pela rua. Um homem entrou no quintal e tentou conter o animal com golpes de faca. Outro morador também ajudou na contenção e conseguiu sufocar o cachorro. Ela estima que toda a situação tenha durado cerca de 30 minutos. O pitbull morreu no local. De acordo com a moradora, o filho havia passado recentemente por uma cirurgia, o que aumentou a preocupação da família. Segundo o Samu, a Central de Regulação recebeu o chamado às 11h29 para uma ocorrência de ataque de animal na Rua Padre Abel. O adolescente e a mulher receberam atendimento no local e foram encaminhados à UPA. Reclamação sobre atendimento Após serem levados à UPA, Vanderleya afirmou que deixou a unidade insatisfeita com o atendimento. Segundo ela, inicialmente nem ela nem o filho receberam a vacina antirrábica. A mulher também disse que o curativo feito no adolescente foi insuficiente e que, apesar de sentir fortes dores na região das costelas após o ataque, não passou por exame de raio-X. Ainda de acordo com Vanderleya, horas depois ela recebeu uma ligação da equipe da UPA, por volta das 19h, orientando que retornasse à unidade. No retorno à UPA, mãe e filho receberam a primeira dose da vacina antirrábica. Segundo a paciente, ambos deverão voltar em três dias para receber a próxima dose do esquema vacinal. LEIA TAMBÉM: Pitbull invade casa, ataca cachorro e assusta moradores em MG Cães da raça pit bull exigem adestramento especial? Lei estadual restringe a criação dos animais O que diz a UPA A reportagem procurou a UPA de Divinópolis para esclarecer quais protocolos foram adotados no atendimento inicial das vítimas, por que a vacinação antirrábica não foi realizada durante o primeiro atendimento e o motivo de não terem sido solicitados exames de imagem, conforme relatado pela paciente. Veja o que disse a unidade: 1. Quanto à indicação de vacinação antirrábica no primeiro atendimento A indicação de profilaxia antirrábica segue rigorosamente o Protocolo do Ministério da Saúde, sendo definida a partir da avaliação individualizada de cada caso. A conduta depende da análise de múltiplos fatores, incluindo as características do acidente, a classificação da exposição, as condições do animal envolvido, a possibilidade de observação do agente e as informações disponíveis no momento da assistência. Durante a evolução do caso, com a obtenção de novas informações que modificaram a classificação do risco, foi realizada busca ativa imediata da paciente, promovendo-se a adequação da conduta e a atualização do esquema profilático, em conformidade com as recomendações vigentes do Ministério da Saúde. 2. Quanto à solicitação de exames de imagem A indicação de exames de imagem é baseada em critérios clínicos e achados do exame físico, não sendo um procedimento obrigatório em todos os casos de trauma ou acidentes com animais. Sua solicitação ocorre quando há evidências ou suspeita de lesões que justifiquem investigação complementar, conforme avaliação médica e protocolos assistenciais. 3. Quanto aos procedimentos adotados pela unidade A assistência prestada pela UPA é conduzida de acordo com protocolos técnicos e diretrizes do Ministério da Saúde, contemplando avaliação clínica, classificação do acidente, limpeza adequada da lesão, definição da necessidade de imunoprofilaxia (vacina e/ou soro antirrábico), orientações ao paciente e acompanhamento conforme a evolução do caso. Sempre que novas informações impactam a classificação do risco, a conduta é prontamente reavaliada, com adoção das medidas necessárias para assegurar a adequada profilaxia e a segurança do paciente. Adolescente de 17 anos teve ferimentos nos braços em ataque sofrido pelo cachorro em Divinópolis Vanderleya Aparecida/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2026/07/27/mae-e-filho-sao-atacados-por-pitbull-da-familia-e-salvos-por-vizinhos-em-divinopolis-nascemos-de-novo.ghtml


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